As fontes renováveis de energia estão crescendo no Brasil

O objetivo do BNDS é possibilitar que o país atinja os compromissos assumidos na conferência do clima em Paris (COP-21), em 2015

  
  

No início deste mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou novas condições de financiamento para o setor de energia elétrica. A fonte solar foi priorizada e o banco ampliou a participação no financiamento para até 80% em taxa de juros de longo prazo (TJLP) - que antes era de até 70% - reduziu o financiamento para hidrelétricas e extinguiu o apoio em TJLP a térmicas a carvão e óleo, usinas com maior emissão de poluentes.

O objetivo do banco com as mudanças é possibilitar que o país atinja os compromissos assumidos na conferência do clima em Paris (COP-21), em 2015, de reduzir as emissões de poluentes.

Para Raphael Pintão, sócio-diretor da NeoSolar Energia, empresa que atua há seis anos no mercado de energia solar em grande explanação, a mudança é positiva e um grande avanço para o setor.

“Para a energia solar é uma excelente notícia, pois movimenta positivamente todo o setor, atraindo investimentos, empresas e inclusive maior nacionalização de equipamentos e redução de custos com o ganho de escala.”

O sócio-diretor da marca ainda ressalta que o setor energético é muito dependente de financiamento, sendo assim, o BNDES tem um papel central. “Quando o banco deixa de apoiar certas fontes de energia e passa a apoiar outras, como a energia solar, neste caso, isso tem um efeito prático relevante na contratação para os próximos anos”, completa.

O BNDES manteve em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética e determinou o mesmo nível de participação para projetos de iluminação pública eficiente. Além disso, manteve elevada, também, sua participação, que é de 70% em TJLP nas outras fontes renováveis de energia: Eólica, PCCHs, biomassa e cogeração.

Embora as mudanças sejam muito positivas para o setor, para Pintão há uma ressalva quanto ao financiamento do BNDES ainda ser pouco acessível para a Geração Distribuída (GD), que é uma tendência mundial, onde cada consumidor pode produzir sua própria energia.

“Mesmo que a Geração Distribuída seja também beneficiada com a escala do setor, ela ainda é muito carente de financiamento adequado às suas características, o que atrasa o desenvolvimento do Brasil neste sentido”. Por conta dessa carência, a empresa resolveu facilitar a aquisição do sistema pelos clientes, permitindo o financiamento em até 60 vezes.

“Nossa intenção foi facilitar a aquisição do sistema às pessoas e empresas sem capital disponível para o investimento inicial, mas que buscam uma maior independência energética”, explica.

Com o parcelamento do pagamento do sistema e a redução imediata na conta de luz, o investimento é facilitado e garante um bom retorno no seu tempo de vida útil, que varia de 30 a 40 anos.

Visite; www.revistaecotour.tur.br

Fonte: Quezia Barbosa

  
  

Publicado por em