São Paulo​ receberá mostra de cinema ambiental

O objetivo do festival é chamar a atenção para questões ambientais, de sustentabilidade, governança, cidadania, participação e políticas públicas

  
  

Entre os dias 16 e 26 de junho, a Biblioteca Mário de Andrade receberá a 5ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que trará para o Brasil filmes inéditos sobre essa temática produzidos em diversas partes do mundo.

Além da exibição dos filmes, haverá debates temáticos onde as questões serão trazidas para a realidade do público. O objetivo do festival é chamar a atenção para questões ambientais, de sustentabilidade, governança, cidadania, participação e políticas públicas.

As sessões acontecem no auditório da Biblioteca e têm entrada gratuita.

- Confira a programação completa:

Dia 16, quinta-feira, às 17h30

Travessia, muita vida após a Bals (Brasil, 2015, 14 min.)
Direção: Ana Paula Moreira / O filme é composto por relatos e estórias de vidas que são atravessadas diariamente por um meio de transporte peculiar em plena Grande São Paulo — a Balsa João Basso, de São Bernardo do Campo.

2000 e Água (Brasil, 2014, 3 min.)
Direção: Luiza Guerra / O filme retrata o complexo ciclo da água em uma região violentamente urbanizada. Não o ciclo natural, que todos aprendem nas escolas, mas o ciclo social, que envolve desigualdade, poluição, consumo e desperdício.

Verde Chorume (Brasil, 2015, 12 min.)
Direção: Roberta Bonoldi / Um dia que começa com o comércio numa rua popular e termina num aterro não muito longe dali. Vendedores, carroceiros, consumidores e garis são alguns dos agentes da epopeia que acontece entre o consumo e o descarte.

Renascer (Brasil, 2015, 7 min.)
Direção: Leandro Cordeiro / No interior do Paraná, um grupo de jovens agricultores cria um projeto de proteção de nascentes de água, tornando uma ação simples em uma esperança no futuro da consciência da preservação ambiental.

Triste Baía (Brasil, 2015, 13 min.)
Direção: Gisele Motta / A Baía de Guanabara passou por diversas tentativas de despoluição ao longo das décadas. Por que, então, ela ainda está tão degradada? O filme aborda a complexidade do tema dando voz aqueles que convivem com a questão diariamente.

Dia 16, quinta-feira, às 19h

Uma verdade inconveniente (EUA, 2006, 96 min.)
Direção: Davis Guggenheim / O filme é um olhar apaixonado e inspirador à fervente cruzada do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, para interromper o progresso fatal do aquecimento global ao expor os mitos e equívocos que circundam o assunto. Em um retrato íntimo de Gore e seu “show itinerante sobre o aquecimento global”, o filme mostra tanto o seu lado divertido, envolvente, aberto e engajado em alertar os cidadãos sobre essa “emergência planetária”.

Dia 17, sexta-feira, às 17h30

Dauna: O que o rio leva (Venezuela, 2015, 80 min.)
Direção: Mario Crespo / A vida no delta do Orinoco sempre provocou em Dauna uma imensa curiosidade sobre o que há além do rio. Seu talento para aprender línguas e o interesse pelo conhecimento foram incentivados pelo pai desde a infância. Mas sua vocação entra em conflito com as tradições ancestrais de sua cultura, nas quais o lugar e a função da mulher na sociedade são rigidamente definidos, colocando em xeque sua relação com a comunidade e com o mundo.

19h – Sunú (México, 2015, 80 min.)
Direção e produção: Teresa Camou / Visto através de pequenos, médios e grandes produtores de milho no México, Sunú costura diferentes histórias sobre um mundo rural ameaçado, viajando ao coração de um país onde muitos povos alimentam sua determinação de seguir sendo livres, de trabalhar a terra, cultivar suas sementes, viver sua cultura e sua espiritualidade em um mundo moderno que, ao mesmo que tempo que os despreza, também os necessita.

Dia 18, sábado, às 18h

Água e Cooperação: Reflexões para um Novo Tempo (Brasil, 2014, 52 min.)
Direção: João Amorim / O filme propõe um olhar interdisciplinar para a água, apontando caminhos para uma relação mais cooperativa e sustentável com este elemento que é a base da vida em todo o planeta.

Cultivando água boa (Brasil, 2015, 7 min.)
Direção: Fábio Canhete / Uma prática ambiental adotada no oeste do Paraná que foi reconhecida pela ONU com o prêmio “Água: Fonte Para Vida – 2015” e hoje serve de exemplo para replicação em todo o mundo.

20h – Ecumenópolis (Turquia/Alemanha, 2011, 93 min.)
Direção: Imre Azem / O filme conta a história de Istambul e outras megacidades em um caminho neoliberal em direção à destruição. Ele acompanha a história de uma família migrante, da demolição de seu bairro à luta contínua pelo direito à moradia.

Dia 19, domingo, 18h

Jaci (Brasil, 2014, 102 min.)
Direção: Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros / Em 2011, uma greve geral suspendeu a maior obra em construção no Brasil. Uma pequena cidade na Amazônia é radicalmente transformada depois do início da construção de uma hidrelétrica e a chegada de 20 mil trabalhadores. Durante quatro anos esse documentário visitou essa remota região do Brasil, coletando histórias de conflito, solidão, pressão, medo e corações partidos.

20h – Isolados (Colombia, Equador e México, 2015, 73 min.)
Direção: Marcela Lizcano / Uma ilhota no Caribe colombiano habitada por 540 pessoas em 97 casas sofre as mesmas consequências do crescimento desenfreado das populações humanas. A chegada da modernidade e uma ameaça iminente de desalojamento faz com que a comunidade comece a se organizar para reivindicar seu direito a permanecer na ilha.

Dia 22, quarta-feira, às 17h30

Não posso te dar minha floresta (Índia, 2015, 45 min.)
Direção: Nandan Saxen / A quem pertence a floresta? No mundo atual, governantes eleitos democraticamente não hesitam em privar cidadãos de seus direitos, convertendo-os em refugiados na própria terra. Enquanto florestas desaparecem, minas tomam seu lugar, rios são envenenados e um mundo indiferente finge que não vê. No olho deste furacão de autodestruição, os Kondh são um povo originário da floresta de Niyamgiri, que sofre ataques por seus minerais.

Para onde foram as andorinhas (Brasil, 2015, 22 min.)
Direção: Mari Corrêa / O filme capta de forma sensível e explícita como os povos habitantes do Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, estão percebendo e sofrendo cotidianamente os impactos das mudanças climáticas, do intenso uso de agrotóxicos e do desmatamento desenfreado.

19h – Metamorphosen (Alemanha, 2013, 84 min.)

Direção: Sebastian Mez / Passado na região do Ural (sul da Rússia), o filme conta a história de pessoas que moram em um dos lugares mais contaminados por radiação do planeta. Fato desconhecido pelo público, a região foi irradiada repetidamente por diferentes acidentes da instalação nuclear Mayak, a primeira a produzir material físsil para armas nucleares da União Soviética, ativa ainda hoje. O filme capta um perigo que não é perceptível ou visível, assim como a força das pessoas que têm que lidar com ele.

Dia 24, sexta-feira, às 19h

Cultivando Flores do Futuro: Água Boa (França, 2009, 52 min.)
Direção: Valérie Valette e Pawel Wiechetek / Uma experiência de recuperação ambiental que restaura também a democracia participativa. O filme nos traz esperança, pois sem ela não há ação, e sem ação não haverá futuro.

Cultivando água boa (Brasil, 2015, 7 min.)
Direção: Fábio Canhete / Uma prática ambiental adotada no oeste do Paraná que foi reconhecida pela ONU com o prêmio “Água: Fonte Para Vida – 2015” e hoje serve de exemplo para replicação em todo o mundo.

20 – Ecofalante Debate: Uma experiência de recuperação ambiental em Itaipu
A partir dos filmes Cultivando Flores do Futuro e Cultivando Água Boa, será discutida a experiência de recuperação de passivos ambientais da barragem de Itaipu.

Dia 25, sábado, às 18h

Desculpe pelo transtorno: A história do bar do Chico (Brasil, 2015, 80 min.)
Direção: Todd Southgate / O longa-metragem que conta a trágica história de um simpático pescador cujo pequeno bar à beira-mar se tornou o “marco zero” na batalha de uma comunidade contra o desenvolvimento desenfreado da região e contra os poderosos interesses políticos. O filme também narra a história do desenvolvimento urbano na ilha de Florianópolis e como a crescente fama da ilha ao longo das décadas marcou o início de uma era de desenvolvimento insustentável, que colocou em risco grande parte da sua beleza.

20h – Sementes do tempo (EUA, 2015, 77 min.)

Direção: Sandy McLeod / Há 10.000 anos, ocorreu a maior revolução da história da humanidade: nos tornamos agrários. Mas, enquanto a produção em larga escala aumentou, a diversidade diminuiu drasticamente. E agora as lavouras precisam lidar com um novo desafio: as mudanças climáticas, que já destroem cultivos e afetam agricultores em todo o mundo. O especialista em biodiversidade Cary Fowler se propõe a desenvolver o primeiro banco de sementes mundial – uma coleção em escala jamais vista. Com pouco tempo a perder, Fowler embarca em uma jornada para salvar um recurso sem o qual não podemos viver.

Dia 26, domingo, às 15h30

Vozes da Transição (França, 2011, 66 min.)
Direção: Nils Aguilar / Como iremos manter nossa alimentação no futuro? Quais são as alternativas à agricultura industrial? Como podemos fazer uma transição para um sistema econômico verdadeiramente resistente? O filme discute essas questões e apresenta respostas inspiradoras.

17h – Seca (Brasil, 2015, 87 min.)

Direção, produção, roteiro: Maria Augusta Ramos / Seca trata de um assunto tão urgente quanto necessário: a escassez de água, observada em uma região do Brasil onde a população convive com o problema de forma aparentemente endêmica. A câmera percorre a região de Pajéu enquanto acompanha um carro-pipa que, associado a um programa do Governo Federal, percorre vários municípios abastecendo a população local com água. O resultado é uma espécie de road movie documental capturado em cinemascope.

19h – A jornada do Moken (Noruega, 2014, 89 min)

Direção: Runar Jarle Wiik / Hook é um dos últimos nômades do mar, ele cresceu no Kabang (embarcação à vela tradicional) da família, tendo o oceano como seu universo. Mas hoje esse modo de vida indígena está sob ameaça. Seu povo nunca obteve cidadania nacional e não tem nenhum direito legal. Agora, está proibido de derrubar a árvore necessária para construir seu Kabang – a chave para sua vida e legado. O filme acompanha Hook em uma jornada no coração do território Moken, ao largo da costa de Myanmar, para salvar o que resta de sua cultura

Serviço:

5ª MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA AMBIENTAL – BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE

Dia: 16 a 22 de junho, às 14h

Gratuito

Local: Auditório da Biblioteca Mário de Andrade

Rua da Consolação, 94, Centro - (Prox. Metrô Anhangabaú – República).

Visite:www.revistaecotour.tur.br

Fonte: Priscilla Oliveira

  
  

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