Proteger a biodiversidade na América Latina e no Caribe será destaque na 35ª Conferência Regional da FAO

O evento será um espaço fundamental para que o Brasil e os outros 32 países membros da FAO compartilhem suas experiências

  
  


A América Latina e o Caribe têm uma biodiversidade única no mundo. Há um verdadeiro tesouro de espécies vegetais e animais fundamentais para a agricultura e a alimentação, e que também atraem milhões de pessoas pela sua atração turística.

Uma das pautas da 35ª Conferência Regional da FAO, que acontece de 5 a 8 de março na Jamaica, será a proteção da biodiversidade, durante o painel 3 sobre agricultura sustentável e resiliente às mudanças climáticas, dia 7 de março.

A Secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Juliana Simões, destacou que a discussão deste tema é de extrema importância para o Ministério. Também destacou a relevância na agricultura, para que haja sistemas mais diversos de produção como a agricultura agroecológica e a orgânica. “A transição agroecológica também é um tema que queremos dialogar durante a Conferência para enfatizar sua importância quando falamos de biodiversidade”.

Juliana Simões, que será a chefe da delegação brasileira para a Conferência, também apontou o tema da valorização dos produtos da biodiversidade para que possam ganhar valor e mercado. “E, com isso, estamos falando dos nossos povos e comunidades tradicionais que fazem o uso desta biodiversidade, que protegem há muito tempo estas espécies e que, hoje, precisam de um ganho econômico que gere trabalho, renda e que mantenha esta biodiversidade. Estamos contentes em poder fazer uma discussão sobre este tema na Conferência da FAO”.

Para a FAO, a biodiversidade é um fator importante para a consecução da segurança alimentar e a melhoria da nutrição. Todos os setores agrícolas - incluindo a produção agrícola, a silvicultura, a pesca e a aquicultura - dependem da biodiversidade.

No entanto, esses setores também têm um impacto na diversidade biológica devido a vários fatores diretos e indiretos. Os efeitos da perda de biodiversidade podem prejudicar os setores agrícolas e, portanto, são um risco potencial para a segurança alimentar e nutrição e para prover funções e serviços vitais do ecossistema.

A 35ª Conferência Regional da FAO será um espaço fundamental para que o Brasil e os outros 32 países membros da FAO compartilhem suas experiências e promovam a conservação e uso sustentável de sua diversidade biológica, incluindo todas as formas de vida de suas florestas, mares, desertos, planícies e rios.

O painel ministerial 3 da Conferência vai abordar a agricultura sustentável e resiliente às mudanças climáticas, com atenção especial a forma como o setor agrícola pode continuar aumentando sua produtividade para responder ao aumento da demanda mundial de alimentos e, ao mesmo tempo, reduzir a deterioração ambiental, incentivar a conservação dos recursos naturais, adaptar-se às mudanças climáticas e reduzir as emissões.

Delegação brasileira:

Até o momento a delegação brasileira é composta por 14 representantes do governo, além dos representantes da sociedade civil que também participarão da Conferência, órgão máximo de governo da FAO na região. Sua principal função é definir as prioridades de trabalho da Organização para os próximos anos e apresentar os resultados dos últimos dois anos.

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Fonte: Palova Souza Brito

  
  

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